Olhos nos olhos, encare os seus desafios


“Nossas vidas são repletas de desafios. Para mim já foram muitos e espero que ainda venham muitos outros. Neste texto procuro mostrar que eles estão ao nosso alcance, esperando que possa servir de exemplo para muita gente, seja ele o desafio que for.”
 

Ah, Chico Buarque, grande Chico. Não existe em uma mulher parte do corpo mais especial do que os seus olhos. Através deles se iniciam grandes histórias, grandes amores. Um olhar é o início de tudo, uma grande paixão. Fora isso, como diz a Rita Lee, é só sexo e amizade.

Um olhar é orgásmico, é lírico, é esperançoso. Quando se olha para uma mulher através dos olhos é amor e paixão. Ao olhar qualquer outra parte do corpo, é sexo e amizade.

Estamos à porta de uma nova edição da Corrida da Ponte, versão 2013. Impossível não me lembrar da minha primeira, que como dizem, a gente nunca esquece. Pode ser a primeira vez em qualquer coisa, mas, com certeza, não a esqueceremos jamais.

Há dois anos foi uma corrida muito difícil, sofrida, como a “Olhos nos Olhos” do Chico. Saí dela derrotado, arrasado, como o primeiro verso da canção:

“Quando você me deixou meu bem, me disse pra ser feliz e passar bem…”

A minha sensação era como se tivesse sido abandonado por ela, ponte ingrata, que nem se prestou à mínima consideração da minha dedicação aos treinamentos e a todos os meus esforços para que pudéssemos chegar ao fim juntos e felizes. Cheguei muito mal depois dos 21.400 metros, debaixo de muito sol e extremo calor.

Mas, em um outro trecho a canção diz: “quando você me quiser rever, já vai me encontrar refeito, pode crer”. Esperei um ano pelo reencontro para saber quem estava com a razão, eu ou ela.

Me preparei intensamente e segui todas as minhas planilhas. Fiz os mais variados tipos de treinamento. Corri por diversos tipos de piso. Queria muito encará-la novamente e dizer, olhando nos seus olhos: “quero ver o que você faz, ao sentir que por você eu passo bem demais”.

Sentia-me tão animado e confiante que pensava: “venho até remoçando, me pego cantando, sem mais nem por quê, tantas outras pontes rolaram e muitas me amaram bem mais e melhor que você”.

Chegou o dia e eu estava lá olhando nos olhos de quem havia sido tão impiedosa comigo. Na realidade, a nossa relação com as pistas de corrida é parecida com o olhar para uma mulher. É uma grande paixão da qual não podemos perder o foco. É um olhar para o horizonte, sem saber o que acontecerá um pouco mais adiante.

É olhar para ela como se estivéssemos em uma relação de amor. Olhar em frente, mirando um objetivo, esquecendo da linda paisagem que se moldura ao seu lado, desde o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor, a Fortaleza de Santa Cruz e a própria Baía da Guanabara.

O que importava para mim era ver como ela suportava me ver tão feliz. Acho que ela reagiu muito bem. Afinal, casos de amor não se acabam da noite pro dia, quando existe um amor verdadeiro.

O fato é que ela me viu baixar o tempo em 21 minutos de um ano para o outro, o que me deixou realizado, com o sentimento do dever cumprido.

E agora vou estar lá, mais uma vez. “Olhos nos olhos, quero ver o que você me diz, quero ver como suporta me ver tão feliz”.

Até 19 de maio, minha Querida!

Mas, não perderia esta oportunidade para uma declaração: Eu te amo querida Ponte, em qualquer situação, mesmo que estejamos por cima ou por baixo do “vão central”.

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2 comentários sobre “Olhos nos olhos, encare os seus desafios

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